Por que é tão difícil encontrar propósito e sentido na vida?

Encontrar propósito e sentido na vida é um dos maiores desafios da nossa geração. Vivemos em um tempo em que tudo parece precisar ter um motivo grandioso: ser produtivo, ser feliz, ter sucesso, fazer a diferença. Mas, no meio de tantas cobranças e comparações, é comum sentir-se perdido, como se todo mundo soubesse o que quer da vida — menos você. E o que quase ninguém diz é que está tudo bem ainda não saber. A busca por propósito não é sinal de fraqueza, e sim uma parte natural da jornada humana.

Nosso cérebro, por exemplo, foi projetado para buscar segurança, não sentido. Ele tenta nos proteger de tudo que representa mudança, incerteza ou risco. Por isso, cada vez que tentamos sair do piloto automático, buscar algo novo ou repensar nossos caminhos, sentimos medo e ansiedade. É a forma que o corpo encontra de dizer “cuidado”. O problema é que, quando deixamos esse medo comandar nossas decisões, acabamos ficando presos na zona de conforto — e nela é quase impossível encontrar propósito.

Outro obstáculo vem da comparação constante. Vivemos cercados de imagens e histórias de sucesso nas redes sociais, e acabamos acreditando que propósito tem a ver com status, dinheiro ou reconhecimento. Mas, na realidade, o sentido está nas pequenas coisas que nos conectam com quem somos: cuidar de alguém, aprender algo novo, criar, ajudar, crescer. O extraordinário está, muitas vezes, no simples.

Também é difícil encontrar propósito quando ainda não nos conhecemos de verdade. Muita gente vive tentando atender expectativas — da família, da sociedade, do trabalho — e se desconecta do que realmente sente e valoriza. O autoconhecimento é essencial porque o propósito nasce do encontro com a própria essência. E é exatamente aí que a psicoterapia pode ajudar: ela cria um espaço de escuta e reflexão, onde você pode compreender suas emoções, identificar seus valores e reconstruir uma vida mais alinhada ao que faz sentido pra você.

Outro ponto importante são as crenças que nos limitam. Pensamentos como “não sou bom o bastante”, “já é tarde demais” ou “não posso mudar de caminho” bloqueiam o movimento. A verdade é que o propósito não é algo que se encontra de uma vez só, mas algo que se constrói pouco a pouco, à medida que nos permitimos experimentar. É no erro, nas tentativas e nos pequenos passos que o sentido aparece.

E é preciso lembrar: propósito não precisa ser algo enorme. Ele pode estar em cuidar da saúde mental, em estar mais presente na família, em se dedicar a algo que te traga paz. O propósito não é sobre ter todas as respostas, mas sobre seguir curioso, aberto e comprometido com o que é verdadeiro em você. É um processo, e não um destino final.

Se você tem se sentido sem motivação, vazio, ou perdido sobre o caminho que está seguindo, saiba que não há nada de errado com você. Isso é um convite ao autoconhecimento, não um sinal de fracasso. A terapia é um espaço seguro para olhar para dentro, entender o que importa, desafiar crenças antigas e reconstruir sentido na sua história. Porque o sentido da vida não é algo que a gente descobre, mas algo que a gente cria, todos os dias, com coragem e gentileza.

Você não precisa fazer isso sozinho. A psicoterapia pode ser o primeiro passo para se reconectar com quem você é e com o que realmente faz sentido pra você. E, quando isso acontece, a vida deixa de ser uma busca e passa a ser um caminho com direção, presença e propósito. 

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