Quantas vezes a dúvida te impediu
de seguir em frente?

Como a dúvida e o questionamento aparecem nas falas dos meus pacientes

Vivemos em um tempo em que a dúvida parece uma constante. Ela surge nas conversas cotidianas,
nas decisões mais simples e, com frequência, nas sessões de psicoterapia.

“Será que eu fiz o certo?”
“E se eu tivesse escolhido outro caminho?”
“Por que eu sempre erro?”

Essas perguntas ecoam no consultório e revelam a angústia de quem busca segurança em um mundo
cheio de incertezas. Em muitos casos, a dúvida não é apenas uma questão pontual, mas algo
que passa a acompanhar a pessoa em quase todas as áreas da vida.

Quando a dúvida se torna sofrimento na clínica

Na prática clínica, percebo que muitos pacientes chegam tomados pela angústia de não saber:
o que sentem, o que querem, quem são, qual caminho seguir. A dúvida se torna um ruído constante,
que consome energia e alimenta a autocrítica.

É comum ouvir frases como:

“Eu não confio nas minhas decisões.”
“Sinto que nunca tenho certeza de nada.”
“E se eu me arrepender depois?”

Esses pensamentos mostram um padrão muito frequente na clínica: a mente tentando prever o futuro,
evitar qualquer possibilidade de erro e manter o controle sobre tudo. Quando isso acontece, a dúvida
deixa de ser apenas um questionamento saudável e passa a se tornar uma forma de sofrimento emocional.

A dúvida na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que nossos pensamentos influenciam
diretamente nossas emoções e comportamentos. A dúvida, nesse contexto, não é apenas um sentimento,
mas um processo cognitivo que pode estar distorcido.

Algumas distorções cognitivas comuns quando o assunto é dúvida são:

  • Catastrofização: “Se eu errar, tudo vai dar errado.”
  • Leitura mental: “As pessoas vão me julgar se eu não souber o que fazer.”
  • Perfeccionismo: “Eu preciso ter certeza antes de agir.”

Durante o processo terapêutico, trabalhamos para identificar esses padrões,
compreender de onde eles vêm e flexibilizar essas formas de pensar. O objetivo não é
fazer a pessoa “parar de duvidar”, mas ajudá-la a construir um relacionamento mais saudável com a
própria incerteza.

Com o tempo, o paciente vai aprendendo a diferenciar uma dúvida natural de um padrão de pensamento
ansioso, que gera insegurança e paralisação.

Quando o questionamento se transforma em crescimento

A dúvida também pode ser um convite para olhar para dentro. Ao invés de servir apenas como motivo
de travamento, ela pode se transformar em um ponto de partida para o autoconhecimento.

Em psicoterapia, muitas pessoas descobrem que, por trás das dúvidas constantes, existem medos,
experiências antigas, crenças sobre si mesmas e expectativas muito rígidas em relação ao próprio
desempenho. Ao compreender esses elementos, fica mais possível agir com mais clareza, mesmo sem ter
controle de tudo.

O trabalho em TCC ajuda o paciente a desenvolver estratégias mais funcionais para lidar com o
questionamento, ampliando a autoconfiança e a sensação de autonomia diante das decisões do dia a dia.

Conclusão: é possível conviver com a dúvida de forma mais leve

Dúvidas são inevitáveis — fazem parte da experiência humana e das escolhas que precisamos fazer ao
longo da vida. No entanto, quando a dúvida passa a paralisar, gerar ansiedade e minar a confiança,
é um sinal de que ela precisa ser cuidada com mais atenção.

Se você tem se sentido preso em pensamentos que te confundem, com medo de decidir ou com a sensação
de que nunca tem certeza de nada, a psicoterapia pode te ajudar a encontrar
clareza, autoconfiança e direção.

Na dúvida, procure compreender o que ela está tentando te mostrar — e não apenas o que ela quer
te impedir de sentir.

Se você se identificou com esse conteúdo e sente que a dúvida tem ocupado um espaço grande demais na sua vida,
considere agendar uma sessão de psicoterapia. Esse pode ser o primeiro passo para construir uma relação mais
leve com suas escolhas e consigo mesmo.

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